Carnaval em Natal – Dia 4

Enfim, o sol brilha de novo. O céu azul torna o cenário perfeito para irmos conhecer os Parrachos de Pirangi (piscinas naturais formadas por corais e arrecifes). Saímos de Natal, pegando a Rota do Sol, passamos por Pium e Cotovelo, e no total de uns 15Km chegamos na praia de Pirangi do Norte. Logo na praia, encontramos passeios para os Parrachos por 60,00 por pessoa. Chorando o cara fazia por 50,00, fechando um grupo de 10 pessoas. Continuamos um pouco mais e encontramos a “Marina Badauê”. Lá, o passeio com duração de 2h ficou por R$35,00 por pessoa, com a máscara e snorkel incluso. Claro, a embarcação era bem maior (capacidade para 110 pessoas).

Como o horário já era da maré enchendo, o passeio foi direto às piscinas naturais. Chegando lá, alugamos um chinelinho mais apropriado do que minha sandália (foi forte a recomendação de não descer descalço), por R$2,00, no próprio barco. Pra quem quiser economizar esse dinheiro ou não for pela Marina Badauê, uma sandália que fique presa ao pé e não escorregue é o suficiente.

Devidamente equipados descemos ao mar. O guia, com uma sardinha na mão (ou qualquer coisa similar), chamou um monte de peixes ao redor. Depois dessa parte inicial, saímos para explorar ao redor. Infelizmente, poucas pessoas ouviram a orientação do guia para evitar andar e a água ficou turva rapidamente, devido à areia levantada.

Snorkel nos parrachos de Pirangi/RN
Snorkel nos parrachos de Pirangi/RN

Tentei me afastar um pouco das pessoas, para ter maior visibilidade. Minha filha de 6 anos me surpreendeu na performance. Apesar de não se adaptar muito bem ao snorkel, usou o fôlego e rodamos bastante. Consegui observar umas áreas bem legais, pequenas grutas que serviam de esconderijo para pequenos peixes, algumas espécies bem bonitas. Uma hora se foi rapidamente.

Voltamos ao barco e continuamos o passeio. Passamos pelas praias de Cotovelo, Pirangi do Norte, Pirangi do Sul e Búzios. Vimos as falésias da Barreira do Inferno (antigo centro de lançamento de foguetes) e a Barra (?) do Flamengo (terceiro ponto mais perto da África, em linha reta). Foi um passeio que valeu cada um dos centavos pagos. Pelas paisagens e, principalmente, pela proximidade com o mar. Só senti  falta de uma bolsa estanque, para algumas fotos subaquáticas.

Após o maravilhoso passeio de barco, a fome começava a bater forte. Mas resolvemos ir procurar outro lugar para almoçar, para podermos conhecer outra praia. Fomos em direção à praia de Búzios, um pouquinho mais para o sul. Engarrafamento terrível. Desviamos para a esquerda, e paramos quase na areia. Estacionamos o carro na garagem de uma casa que estava fehcada, mas com o portão aberto. Os vizinhos olharam com cara feia, mas olhamos para o outro lado e só torcemos para o dono da casa não trancar o portão. Andamos um pouco e conseguimos encontrar a AFURN, onde havia carnaval, aberto ao público e havia refeições. Optamos por ficar por lá mesmo, já que não avistamos mais nada por perto. Minha filha aproveitou a piscina, enquanto esperávamos o almoço. Após pagar a conta (aproximadamente R$40,00 p/ 4 pessoas), fomos embora, apesar do carnaval estar animado. Ou talvez, por isso mesmo. A praia de Búzios se mostrou um tanto perigosa. A maré tinha subido, muitas pedras e ondas fortes.

Praia de Búzios, no Rio Grande do Norte
Praia de Búzios, no Rio Grande do Norte

Agora com o trânsito mais tranquilo, voltamos para Pirangi. Agora, fomos visitar o famoso Cajueiro de Pirangi, o maior do mundo, reconhecido como tal no Guiness Book, em 1994. Nessa época, foram feitas escavações que comprovaram que realmente todos os galhos pertencem à mesma árvore.

Maior cajueiro do mundo - Pirangi do Norte/RN
Maior cajueiro do mundo – Pirangi do Norte/RN

O cajueiro foi possivelmente plantado em 1888 e tem tal tamanho por mutações genéticas naturais. No local, há um outro cajueiro um pouco mais velho, que serve para comparação do tamanho. Para visitar o cajueiro, paga-se uma taxa de R$2,00 por pessoa. Na época de caju, é permitido colher gratuitamente. Além disso, há um mirante, de onde é possível ver cerca 80% da copa, que abrange uma área de mais de 8mil m².

Depois do cajueiro, voltamos para a pousada, tomamos um banho e novo fôlego e fomos até um mirante, que saindo de Ponta Negra, fica logo após a Via Costeira. De lá, dá pra ver as praias do Meio, dos Artistas e Areia Preta (não necessariamente nesta ordem) e o Forte dos Reis Magos. Em seguida, fomos no mercado de artesanato, que fica ali próximo ao Praia Shopping. Apesar de parecer pequeno por fora, há bastante lojas e é bem organizado.
Aproveitamos para comprar bastante castanha de caju. Mas essas, acho que não são do Cajueiro de Pirangi.

Obs.: Todos os preços desse post são de 2009.

Renata Marques

Nascida em Minas Gerais, filha de mãe mineira e pai paulista, passou parte da infância no Rio de Janeiro, morou em João Pessoa, fez intercâmbio em Londres e atualmente estuda uma possibilidade de se mudar de São Luís, onde já viveu por quase metade da vida. Mãe desde muito nova, filha desnaturada, esposa esforçada. Apaixonada por viagens e paisagens naturais. Servidora pública, fotógrafa e blogueira e em 2017 fez uma volta ao mundo de 1 ano com a família.

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