Valle de la Luna e Valle de la Muerte, no Deserto do Atacama

Nosso primeiro passeio no Atacama foi o Valle de la Luna. Chegamos em San Pedro pela manhã, corremos nas agências, fechamos nossos pacotes e as 16h estávamos embarcando para essa aventura. Este é um dos passeios mais tradicionais do Atacama e costuma seguir o seguinte roteiro: Valle de la Luna, Valle de la Muerte e Pedra do Coyote, onde admiramos um por-do-sol incrível.

Esse passeio é o mais recomendado para o seu primeiro dia no Atacama, como ele só começa no final da tarde você ganha um tempinho para escolher sua agência e barganhar um descontos com calma.

Valle de la Luna

Começamos o passeio visitando o Valle de la Luna, que fica dentro da Reserva Nacional Los Flamencos. O trajeto para a entrada da Reserva tem cerca de 3km e é percorrido rapidamente de carro. Nós vimos vários grupos de ciclistas pedalando até lá, e eu achei uma opção incrível (pena que meu marido não sabe pedalar).

É na entrada da Reserva Los Flamencos que precisamos pagar a entrada (lembre-se que os preços dos passeios vendidos em San Pedro não incluem a entrada). Em agosto/2016 o valor da entrada era de 2 mil pesos.

O Valle de la Luna recebe este nome de “Vale da Lua” porque durante muito tempo acreditava-se que havia uma enorme semelhança entre o seu terreno e relevo com o da Lua. Eu particularmente, achei o cenário muito mais parecido com Marte (apesar de nunca ter ido à Lua ou a Marte).

Essa formação geográfica impressionante do Valle de la Luna se deve a erosão de suas rochas salinas pelo vento. Com o passar do tempo, este visual de ficção científica foi desenhado.

Durante o passeio no Valle de la Luna, entramos nos Cânions das Cuervas de Sal. A gente literalmente entra nas grutas existentes ali. É bem interessante não levar quaisquer bolsas ou mochilas, porque lá dentro a coisa pode ficar apertada (e escura!). A lanterna do nosso celular foi de bom tamanho para nos ajudar por ali e durante o percurso dentro dos Cânions, nosso guia ia nos dando informações acerca da geografia do lugar.

Valle de la Muerte

A segunda parada do passeio é o Valle de la Muerte, uma região cheia de dunas e cânions. Neste ponto, descemos da van e começamos uma caminhada um tanto quanto cansativa, cheia de subidas e descidas e com a temperatura um pouco elevada. Nada que não valesse a pena quando chegássemos ao topo.

Uma das subidas no Valle de la Muerte

Cada subida nos dava uma vista diferente, uma paisagem diferente. Eu achei incrível essa mistura de rocha e dunas em um único paredão. Assim como todos os outros passeios no Atacama, este é um de contemplação.

Paredão de dunas no Valle de la Muerte

Pedra do Coyote

Voltamos para o carro e fomos para a terceira e última parada do passeio, a Pedra do Coyote. Esse lugar é incrível, com um mirante fantástico para o deserto que nos proporcionou contemplar um por-do-sol maravilhoso.

Eu não sou uma boa fotógrafa, apesar de ter me empenhado bastante para aprender e melhorar, principalmente depois que comecei a escrever pro Inda vou Lá. Mas, nem se eu tivesse tentado, teria conseguido capturar toda a beleza do por-do-sol que vimos ali. Naquele instante, eu quis apenas admirar, respirar e contemplar a natureza e aquela paisagem incrível. Acredito que foi a forma perfeita de comemorar meu aniversário.

Dicas para o seu passeio

  • Use tênis para caminhada, vai ter muita areia e pedra no caminho.
  • Leve água com você, lembre-se: você está fazendo uma caminhada no deserto mais seco do mundo.
  • Passe bastante filtro solar, leve óculos escuros e/ou bonés.
  • Leve um casaquinho pro final do dia, a temperatura cai bastante!
  • Tenha dinheiro em mãos (e de preferência trocadinho) para pagar sua entrada na reserva
  • Não leve mochilas, bolsas e acessórios que ficam pendurados ao corpo a não ser que seja extremamente necessário (você pode deixar no carro quando descer no Valle de la Luna). Já pensou ficar com a bolsa presa dentro de uma caverna?

Você já fez esse passeio? Ficou empolgado? Conta pra gente aqui nos comentários!

Carmina Nascimento

Engenheira eletricista e apaixonada por livros. Nascida e criada em Manaus, morei um ano em Londres participando do programa de intercâmbio Ciência sem Fronteiras. Em 2016 realizei um dos meus maiores objetivos relacionados a viagem, o destination wedding.

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