Viajar para o Chile: 5 coisas que eu gostaria de saber antes de ir

Recentemente, a Renata publicou aqui no blog um post muito bacana. Ela abordou algo que preocupa todos os viajantes: a busca pela perfeição em uma viagem quando essa nem de longe é uma realidade possível. Eu e meu marido acabamos de viajar para o Chile e passamos por algumas situações nem tão agradáveis por lá, mas que já são motivo pra piada. Então, pra vocês verem que nem mesmo blogueiros de viagem se dão bem em todas, fiz uma listinha de coisas que “deram errado” durante o nosso passeio. Espero que elas sejam úteis no planejamento da viagem de vocês.

1 – Tudo é muito caro

Viajar para o Chile: 5 coisas que eu gostaria de saber antes de ir

A gente sabia que as coisas eram caras. O que a gente não esperava era que fossem tão absurdamente caras. Logo no aeroporto de Santiago eu me senti lesada. Comprei uma garrafa de água de 500ml por 7USD. Sim, tudo isso. Era madrugada, estava com muito sono, não sabia exatamente quanto valia aquele monte de pesos em reais e simplesmente paguei. No outro dia, quando convertemos, eu cheguei a tremer um pouco. Claro que existiam motivos pra isso: o preço superfaturado do aeroporto e a marca da água (que eu não sabia que era a mais cara do universo).

Uma refeição no restaurante mais simples do Atacama não sai por menos de R$20,00. Pelo menos não na atual situação da nossa moeda. A opção mais barata que encontramos, um restaurante no maior estilo PF e sem muitas opções, oferecia almoços por 4.200 pesos chilenos. O que na nossa cotação dá algo em torno de R$23,50. Ao menos por aqui pelas minhas bandas, um prato como esse sairia por uns R$13,00.

Considerando que pouca coisa custa menos de 1.000 pesos e que R$1,00 vale cerca de 178 pesos, o mínimo que você gasta em qualquer compra é R$5,00.

2- Existem remédios específicos para o mal da altitude

O mal da altitude, o soroche é um fantasma que assombra os jogadores de futebol que moram no nível do mar e vão competir pela libertadores jogando na Bolívia. Pelo menos era assim que eu o conhecia antes de começar a planejar nossa viagem pro Atacama. As recomendações que lemos para evitá-lo são: não fazer movimentos bruscos, respirar profundamente e em último recurso mascar ou fazer chá da folha de coca.

Bem, o mal da altitude me pegou de jeito e nada, absolutamente nada resolvia. Nossa volta do Salar de Tara foi horrível. Tive fortes dores de cabeça, ansia de vomito, senti pressão no ouvido que não passava de jeito nenhum, e um frio tão absurdo que eu tremia sem parar quando todos estavam sem casaco.

Fomos nas lojinhas de artesanato, compramos a folha de coca, masquei, fiz chá, tomei. E no outro dia voltei a me sentir mal, dessa vez um pouquinho menos. Tomei paracetamol quando julguei necessário e fui me virando até o fim do passeio pelo Atacama. Só depois que cheguei ao Brasil, conversando com uma amiga descobri que existem remédios específicos para este mal. Eu juro que gostaria de saber disso antes.

3- A diferença entre Lhamas e Alpacas

Viajar para o Chile: 5 coisas que eu gostaria de saber antes de ir

O Chile tem uma fauna muito diversificada. Por lá, encontramos animais como lhamas, alpacas, vicunhas, chinchillas, guanaco, vizcacha, raposas, pinguins, a lista vai longe! Mas, os animais que mais chamam a atenção por sua fofura extrema são as Lhamas e Alpacas.

Pra ser sincera, eu nem sabia que existiam Alpacas até fazer o nosso segundo passeio no Atacama, quando o guia contou pra gente essa mesma lista de animais que eu mostrei pra vocês. Eu só conhecia as Lhamas e estava decidida a tirar uma foto com elas, porque elas são tão lindas. O que aconteceu foi que basicamente eu paguei pra tirar foto com uma e era outra. Sim! Selo de otária pra mim. Mas elas eram tão fofinhas que tanto faz né?! O ruim é ficar com esse sentimento de “fui feita de lesa”.

4- Hidratante nunca é demais

Eu sabia que o Chile é um país seco. Eu sabia que o Atacama é o deserto mais seco do mundo. Mas, eu sou uma caboquinha de Manaus que não tem o hábito de passar hidratante na pele porque aqui é quente e úmido demais. Quando morei na Inglaterra até cheguei a usar vez ou outra, algumas vezes eu senti necessidade. Mas não me toquei que precisaria levar nessa viagem.

Eu fiquei tão preocupada em levar protetor solar e esqueci completamente de colocar um hidratante na mala. E a situação ficou feia. Minha pele ressecou a ponto de ferir, e a parte mais prejudicada do meu corpo foi a boca. Algumas vezes eu nem podia sorrir, porque o movimento faz com que a pele estique e isso doía muito. Precisei ir a farmácia e comprar hidratantes caros pro rosto e pro corpo.

5- A maioria dos hostels não tem calefação no quarto

Ou isso, ou demos um azar tremendo. O hostel que ficamos no Atacama era absurdamente frio (mas tinha boas recomendações no booking) e a água quente quase não funcionava. Toda vez que íamos tomar banho precisávamos ir na recepção pedir ajuda com o aquecedor. Já em Santiago a água quente funcionava, mas fazia muito frio dentro do quarto também. As vezes a gente saía do quarto de moletom, casaco, cachecol e gorro só pra tirar tudo assim que pisássemos na rua.

Não os culpo completamente porque de acordo com algumas pessoas que conhecemos por lá, o clima estava realmente anormal para aquela época do ano, inclusive vimos a notícia no jornal.

Viajar para o Chile: 5 coisas que eu gostaria de saber antes de ir

Já viajei para lugares frios e nunca precisei me preocupar com este detalhe especifico. Mas, se eu soubesse teria confirmado antes de fazer a nossa reserva 🙂

E a viagem foi boa?

A viagem foi maravilhosa! Conhecemos pessoas, lugares e paisagens de tirar o fôlego! Estas situações que eu listei foram alguns percalços que precisamos driblar durante os dez dias que passamos no Chile, mas que nem de longe tiraram o encanto da nossa viagem. Nada na vida é perfeito, mas a gente faz o nosso melhor para que seja agradável. Por isso, a gente diz que sim, foi uma ótima viagem e adoramos!

Você tem alguma dica sobre o Chile pra compartilhar com a gente? Deixa aqui nos comentários.

Viajar para o Chile: 5 coisas que eu gostaria de saber antes de ir

Carmina Nascimento

Engenheira eletricista e apaixonada por livros. Nascida e criada em Manaus, morei um ano em Londres participando do programa de intercâmbio Ciência sem Fronteiras. Em 2016 realizei um dos meus maiores objetivos relacionados a viagem, o destination wedding.

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