Por que escolher a Croácia para sua próxima vez na Europa?

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“CROÁCIA?! Quem diaxos vem a primeira vez para Europa e escolhe Croácia para visitar?!” Essa foi a pergunta que eu recebi da minha esposa intrigada depois que eu disse que gostaria de visitar o país. Não que fosse um país ruim, feio ou algo do gênero. Mas, de tantos países “tradicionais”, quem escolheria a Croácia para uma primeira vez na Europa?

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Por que escolhi a Croácia?

Certamente algumas escolhas em nossas vidas são influenciadas por algum filme, série, livros, instagram ou por algum amigo, que foi o meu caso. No trabalho, ao dizer que estava indo para Europa, um amigo me sugeriu com seu sotaque gaúcho: “Ooooolha! Vá para Croácia. A Croácia é um país belíssimo. O mar Adriático, que banha o litoral croata, é simplesmente incrível. Mais uma vez: vá para Croácia.”

Os croatas são frios como os ingleses ou quentes como os brasileiros?

No início, eu disse que seria minha primeira vez na Europa, mas, no natal de 2012, eu passei 7 dias apenas em Londres e minhas experiências não foram tão interessantes como em outras viagens. Os ingleses fazem de tudo para “não te incomodar”. Não te olham nos olhos, não te cumprimentam na lavanderia e te pedem desculpa se VOCÊ pisar no pé deles. Essa é a cultura deles. E tá tudo bem. Apesar de eu não ter curtido muito essa vibe.

E na Croácia?! Nosso plano era bem curto, apenas quatro noites e três cidades para passear. Alugamos um carro, saímos do aeroporto e logo no primeiro cruzamento, parei o carro no acostamento para verificar o mapa e colocar o GPS para funcionar.

Não demorou 2 minutos e um carro parou do nosso lado. Baixei o vidro e o croata perguntou em inglês: “Do you need help? (Precisa de ajuda?)”. Eu disse que estava indo para o centro de Zadar. “Just go straight on this road. (Siga direto nessa rodovia.)”. Agradeci, olhei para Renata e sorri feliz.

Cerveja croata
Um brinde aos calorosos croatas. =)

Um gesto tão simples desse croata já me fez abrir o coração para o país e eu já sabia que aquele local era realmente especial. E assim foi com os vários croatas que cruzaram o nosso caminho: nos supermercados, hospedagens, passeios e restaurantes. Na minha percepção e opinião, as pessoas que vivem à beira dos mares e oceanos e em climas tropicais, são mais felizes e receptivas.

There is a Parking in Croácia

Nossa hospedagem ficou um pouco afastada do centro da cidade, num bairro residencial, mas como estávamos de carro, não foi um problema.

Na recepção do hotel, nossa anfitriã conversou com a gente por quase uma hora, nos mostrando mapas e explicando sobre os pontos turísticos da cidade.

Joyce tinha, na época, 10 anos de idade, ainda não falava inglês mas adorava falar e estava prestando atenção em nossa conversa. A anfitriã estava com a caneta na mão, riscando o mapa e falou: “Here, you will find a parking lot. (Aqui você vai encontrar um estacionamento).” Joyce com um lindo sorriso e brilho nos olhos, exclamou batendo palmas: “PARKING? I love parking!!!”

Eu e Renata caímos na gargalhada e explicamos para nossa anfitriã o falso cognato que nossa filha cometera. A anfitriã tinha falado parking lot (estacionamento) e nossa filha tinha pensado em amusement park (parque de diversão). E claro que nossa anfitriã também caiu na gargalhada.

Construção e ruínas da Croácia
Construções e ruínas da Croácia.

Órgão do Mar, uma obra de arte para as ondas

Zadar é uma típica cidade européia. Uma cidade que me lembrou muito os filmes “medievais”, com aquelas construções em paredes de tijolos beges e aparentes.

A atração que mais me encantou foi o Órgão do Mar. O artista foi extremamente feliz em criar uma estrutura com espaços acústicos sobre o mar. Quem toca esse “instrumento” são as ondas do mar. Combinação perfeita transformando a movimentação da maré em música. Uma verdadeira sinfonia que toca 24 horas por dia.

Órgão do Mar em Zadar na Croácia
Renata e Joyce brincando no banco em formato de piano.

Neve existe?

As estações do ano que estudávamos no primário do nordeste brasileiro nunca fizeram sentido para mim. Ansioso após as aulas, chegava em casa perguntando eufórico para minha mãe quando seria o inverno para que assim eu pudesse brincar na neve. Lembro dela rindo da minha ingenuidade. 

Na minha cidade, que fica muito próximo da linha do equador, temos uma temperatura média de 32ºC e os dias e as noites possuem a mesma duração de 12 horas para cada, me fazendo descrer que no inverno as noites são mais longas e no verão, mais curtas.

Passado essa frustração inicial, temos em nosso imaginário que a neve é tipo um algodão doce: fofinho e gostoso. As músicas e desenhos animados nos fazem quase acreditar que elas assim. Parecido como as nuvens e como algodão doce.

Somente aos 30 anos tive a oportunidade de ver aquela imensidão branca sobre as montanhas e copas das árvores pela primeira vez, na Croácia. Ainda no litoral, avistávamos de longe as montanhas ao fundo cobertas de neve sem nem imaginar que chegaríamos perto nessa viagem. Já tínhamos nosso roteiro e reservas prontas, mas não sabíamos que iriamos chegar tão próximo.

Autoestrada na Croácia
“Gente, será que dá pra chegar ali naquela neve?”

A cada quilômetro avançado para a região dos Lagos Plitivika, em plena primavera, não estávamos crendo que eu veria a neve pela primeira vez. Quanto mais avançava ao nosso destino, mais branca ficava a vegetação.

Chegamos num ponto de êxtase tão grande por ter a neve ao nosso alcance a primeira vez que não resistimos. Paramos o carro no acostamento e fizemos tudo aquilo que a televisão nos ensinou: boneco de neve com direito a bracinhos de gravetos, guerra de bola de neve e desenhar um anjinho na neve abrindo e fechando os braços e pernas. Um sonho do nosso imaginário tinha acabado de se realizar. 

Mas daqui, também veio a primeira frustração. Lembra daquelas velhas geladeiras da sua avó que criava gelo nas paredes internas do congelador? Que a gente tentava raspar esse gelo com a mão e sentia aquela “gastura” de dar nos nervos? Assim é a neve: Dura, de consistência estranha e de dar gastura. A frustração foi gerada pelo tamanho da minha expectativa.

Primeiro Boneco de Neve na Croácia
Um boneco de neve quase do tamanho da Joyce. Kkkk

Esquiando, ou não, em Plitvikas Lake

Continuamos nosso trajeto até o nosso hotel. Ao chegarmos na entrada da cidade, meu coração e sorriso se abrem mais uma vez ao avistar uma placa com informação de ESTAÇÃO DE ESQUI. Eu sou um fanático por esportes e fiquei maravilhado em saber da possibilidade de ter mais essa experiência na minha vida.

A noite já havia caído quando chegamos ao nosso chalé, no meio da neve e da floresta. Um sonho de cenário, uma surpresa totalmente inesperada.

Floresta congelada em Plitvika lake
Cenário de filme.

A proprietária veio nos receber e dar as boas-vindas. Não me contive e a primeira coisa que perguntei foi sobre a programação e valores para esquiar.

“Esquiar?!” Em seguida ela soltou um sonoro barulho com a boca como se quisesse dizer “ai! Que burro” e continuou: “Isso não é mais neve! Isso é só água.”

Espero que um dia ela entenda a ingenuidade de um nordestino brasileiro que estava apenas extasiado, nos seus 30 anos, ao realizar o primeiro contato do meu imaginário infantil. 

Mesmo com a expectativa e frustração criada em poucos minutos, nada vai superar todas as boas experiências que a Croácia me proporcionou: o acolhimento do croata, meu primeiro boneco de neve gelo, minha “primeira vez” na Europa. 

Primeira vez na neve

Agradecimento

Parando para escrever esse texto, me faz refletir o quanto eu e Renata conseguimos levar de forma tão simples e leve as nossas vidas. “Bora para Croácia?” Claro que ela levou um susto. Não que ela não topasse, ela achou apenas curioso e intrigante, mas comprou a minha ideia de maneira quase automática: “Claro! Por que não? =)” 

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4 respostas

  1. Olha, eu estava conversando com um amigo no último final de semana e estávamos falando justamente sobre não escolher os países mais conhecidos para visitar primeiro.
    Por conta da desvalorização do real.
    Então a ideia era fugir dos lugares mais comuns como Londres, que é uma cidade cara.
    E buscar alternativas.
    Por isso, eu amei o seu post!

    Beijos da CEO
    Cami Santos

    1. Hahaha… Valeu Cami.
      No meu caso, na época, nem foi a questão financeira. Mas é super válido mesmo pra uma viagem para os países do leste europeu para tentar fazer algo mais econômico. =)

  2. Engraçado que a minha experiência da Croácia é bem diferente da sua mas nem por isso menos interessante. Visitei a Croácia duas vezes e ambas em pleno Verão. Foi uma experiência maravilhosa e o povo croata é bem acolhedor.

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