Similan Islands – O mar que sonhei da Tailândia

Similan Islands foi uma recomendação e uma grata surpresa. Essas ilhas marcaram nossa primeira vez numa ilha paradisíaca com mar de água cristalina da Tailândia.

Similan Islands - O mar que sonhei da Tailândia

De Phuket para Similan Islands

Nossa história com Similan Islands começou quando estávamos em Bangkok e queríamos ir a Koh Phi Phi. Após pesquisas, encontramos voos baratos até Phuket.

Ao chegar em Phuket, nos hospedamos em Patong, que tinha uma orla gostosa, mas um mar bem feio. Não era esse o mar que esperávamos na Tailândia. Eu estava bem frustada.

No entanto, o por do sol era incrível, curtimos a vibe das lojinhas e restaurantes. Assim, acabamos ficando mais tempo que o planejado no simples e confortável Hotel Simple Boutique SeaBreeze.

Similan Islands - O mar que sonhei da Tailândia

Durante nossa estadia em Phuket, conhecemos a Raquel, uma brasileira que garantiu que valia a pena fazer o passeio para Similan Islands.

Onde contratar o passeio para Similan Islands?

Contratamos nossa experiência após pesquisar sobre o passeio por algumas das dezenas de agências de turismo em Patong. Estava esgotado para o próximo dia, mas no outro já havia vagas.

Geralmente é possível contratar os passeios na Tailândia com um ou dois dias de antecedência. Contratar direto lá é, normalmente, mais barato. Mas se você é maníaco por planeamento e precisa viajar com tudo certinho, encontramos algumas opções de passeio para Similan Islands disponíveis no Get Your Guide.

Similan Islands - O mar que sonhei da Tailândia

Quanto custa o passeio de Phuket para Similan Islands?

O preço médio do passeio não variou muito entre as agências. Como era baixa temporada, conseguimos negociar por 1.900 baht (aproximadamente 190 reais) por pessoa com transfer ida-e-volta, passeio de barco, máscara de snorkeling, almoço e lanche. (Valores de 2017)

Quanto tempo dura o passeio?

O arquipélago fica bem distante, por isso o passeio tem duração aproximada de 10 horas. São 4 horas de trajeto de van (2 de ida + 2 de volta), 1 hora para concentração dos turistas e explicações do passeio, depois tem o deslocamento do píer até as ilhas, passeio na ilha, almoço, snorkeling e retorno. Será um dia inteiro cheio de aventuras.

Similan Islands - O mar que sonhei da Tailândia

Quando ir para Similan Islands?

O Parque Nacional de Similan Islands é aberto a visitação de Novembro a Maio sendo os meses de dezembro e janeiro de melhor visibilidade das águas. Fora desses meses, de junho a outubro o parque é fechado para preservação ambiental e do ecossistema – e também porque a maré fica muito agitada .

O Parque possui também excelentes recomendações para mergulho com cilindro com grandes possibilidades de encontrar barracudas, tubarão-baleia e manta raia.

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Relato (quase poético) do nosso passeio a Similan Islands, na Tailândia

Ida até Similan Islands

Não acreditei quando o despertador tocou às 5:15 da manhã. Embora continuar na cama fosse o que meu corpo pedia, a mente já estava a mil com a expectativa para conhecer as Ilhas de Similan ao norte de Phuket. Seria agora que eu conheceria o mar da Tailândia que eu imaginava?

Ainda escuro, empacotamos as tralhas e desci para comprar nosso café da manhã no mercadinho Family Mart. Com sanduíches e café nas mãos, ficamos aguardando a van que nos levaria até uma outra cidade, de onde pegaríamos o barco para as Similan Islands, um arquipélago de 9 ilhas , ao norte de Phuket.

O sol ainda não iluminava o céu completamente quando as van chegou e nos encontrou sonolentos. A Raquel, a brasileira queridíssima que conhecemos no dia anterior e nos incentivou a ir nesse passeio, já estava no carro.

Saímos de Phuket em direção ao norte da ilha ao mesmo tempo que o sol subia no horizonte. Entre o verde das montanhas, os primeiros raios traziam luminosidade ao céu neblinado. Eu não me sentia muito bem disposta ainda, uma mistura de enjoo, provavelmente causado por algo que comi na noite anterior, e muito sono, resultado de dormir tarde e acordar tão cedo. Briguei contra ambos nas duas horas de trajeto.

Organização do passeio

Quando chegamos no vilarejo, fizemos check in e recebemos pulseirinhas de identificação do nosso barco, o Sandy. Havia remédio para enjoo disponível e aproveitei para tomar. Normalmente não sinto nada em barcos, mas do jeito que eu já estava em terra firme, eu não duraria muito tempo. Aqui na Tailândia, eles pensam em tudo mesmo, refleti enquanto engolia o comprimido.

Apesar de terem nos dito que não havia café da manhã incluso, havia um lanchinho à nossa espera. Café, chá, chocolate e biscoitos. Não consegui colocar mais nada pra dentro naquele momento. Apenas sentei e torci para que o remédio fizesse efeito logo. Aliás, decisão acertadíssima essa de tomar o remédio. Eu certamente não teria curtido o passeio sem ele – muito menos a volta turbulenta, que eu conto depois.

O passeio a bordo do Speed Boat

Já a bordo do Sandy, começamos a navegar pelo mar de Andaman. O céu estava um pouco nublado, o que deixava o dia com uma temperatura agradável.

Primeira parada: chegada nas Ilhas Similan

Nossa primeira parada foi para snorkel, próximo a uma das ilhas – a sétima, se não me falha a memória. A água variava em tons de azul, do claro ao escuro. Dentro d’água inúmeros peixes se aglomeravam ali perto, mesmo sem o truque de jogar comida para atrai-los. A cor embaixo da água era linda, embora a visibilidade não fosse excelente.

O fundo do mar alternava entre trechos com corais, areia e pedaços de madeira, provavelmente consequência do tsunami de 2004. Um daqueles momentos de se refletir como a natureza é poderosa.

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Nossa primeira parada em Similan Islands

Segunda parada: águas cristalinas

Depois de uma meia hora nadando, voltamos ao barco e seguimos para nossa segunda parada. Desceríamos em uma das ilhas para relaxar na praia, que segundo o guia seria um paraíso.

Não sei se paraíso é uma palavra forte o bastante para descrever o lugar onde paramos. Água morna e azul piscina, areia branquinha e árvores circundando o local. Inacreditável.

Nenhuma palavra vai conseguir descrever esse arquipélago chamado Similan. As praias tem o tom de azul exato que aparecia em meus sonhos. Tudo o que pude fazer foi agradecer por todos os caminhos percorridos até chegar lá. Absolutamente incrível.

Terceira parada – Almoço e mirante

Infelizmente a parada durou menos do que eu gostaria. Ficaria bem mais tempo gastando a beleza daquele lugar. Mas a barriga já dava sinais de fome – e na terceira parada seria nossoalmoço. Então , vamos que vamos!

Depois de uns 15 minutos no barco, chegamos a mais uma praia absolutamente incrível. Descemos, adentramos uma florestinha e encontramos uma estrutura rústica para servir o almoço. Há também barracas de acampamento onde algumas pessoas passam a noite por lá para um contato mais intenso com a natureza.

Similan Islands - O mar que sonhei da Tailândia
O que sobrou do nosso almoço nas ilhas

O almoço foi simples e para minha chatice meu gosto, não estava muito saboroso. Curti um franguinho frito, coxinhas da asa, que amo! Havia duas outras opções mais tailandesas, além de arroz, macarrão com molho de tomate adocicado, frutas, água e refrigerante. Embora fossemos servidos, era possível repetir – e sobrou bastante comida.

Devidamente alimentados, subimos umas rochas que formam um mirante da praia. A vista mais uma vez mostrando que tinha valido a pena acordar tão cedo e vir tão longe.

Similan Islands - O mar que sonhei da Tailândia
O mirante: esses tons de azul são reais

A volta para o pier

Quando descemos do mirante, notamos que nosso capitão estava embarcando todo mundo – uns 20 minutos antes do previsto. O motivo, segundo ele, uma tempestade estava sendo formada em alto mar e precisávamos voltar imediatamente para evitá-la. Não seria possível visitar o último ponto previsto.

Desconfiamos que estivéssemos sendo enganados, pois não haviam sequer nuvens no céu. Ficamos um pouco zangados, mas não tivemos muito o que fazer. Ele parecia muito seguro do que estava dizendo.

Subimos no barco com alguma dificuldade, pois embora não houvesse nenhum sinal de tempestade, o mar já nos dava um pequeno alerta sobre o que nos esperava. Fomos todos obrigados a colocar os coletes salva vidas – algo que havíamos sido dispensados na ida. O capitão tocava o barco a toda velocidade, frequentemente nos molhando do lado de dentro. Aos poucos o céu foi escurecendo, depois vieram os ventos fortes, até que ela chegou.

A tempestade da volta: emoção em alto mar

A tempestade anunciada pelo nosso guia era verdadeira e se materializava nos pulos que o barco dava e nos banhos involuntários que tomávamos, quando as ondas de cerca de dois metros ignoravam as tentativas do capitão de manter a água do lado de fora do barco. No verão da Tailândia, sentimos frio. E medo. Grande parte do barco estava apavorada.

No barco, as pessoas se solidarizaram e se ajudavam. Uma toalha para proteger do frio, uma mão quando alguém queria mudar de lugar. Enquanto observava a solidariedade humana durante os momentos mais difíceis, agradeci por termos um capitão que demonstrou tranquilidade e sabedoria para nos guiar pelo melhor caminho nessa tormenta.

O barco era levado a toda velocidade, para vencer as ondas. E então, num determinado momento, senti as mãos mais quentes. Embora o mar continuasse revolto, o céu já estava mais claro e o vento forte e gelado havia sido substituído por um ar mais quente. O pior havia passado.

A tempestade durou cerca de 40 minutos, que pareceram horas intermináveis. Chegamos no pier junto a outros 3 barcos que também enfrentaram a fúria do mar. Um outro ainda estava faltando.

Nosso guia agradeceu por termos acreditado na palavra deles e aceitado retornar sem a última parada do passeio. Ninguém havia se oposto.

Retorno para Phuket

Ficamos aguardando a chegada do último barco, dentro da loja que nos serviu o café da manhã e que agora servia um chá da tarde. Nessa hora, o café quentinho foi super bem vindo!

O outro barco demorou ainda uma hora a mais da nossa chegada. Soubemos que como ele demorou mais a sair, enfrentou o pior da tempestade: sofreram com ela por uma hora e meia.

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Sem saber a tempestade que nos esperava na volta

Tivemos que aguardar para ajustar a logística das  vans de retorno para nosso hotel. Das estradas da Tailândia, observamos mais uma vez o crepúsculo tímido.

Vale a pena visitar Similan Islands?

Mesmo com todo esse perrengue, visitar Similan Islands foi realizar o sonho de ver o mar que eu sonhava na Tailândia. Aquele que eu me recusava a acreditar que existia – sempre pareceu filtro! Recomendo demais esse passeio.

Tempestades como a que pegamos não costumam acontecer durante a alta temporada . Nós fizemos o passeio já na transição da alta pra baixa, no fim de Maio. Nessa época, á tem ventos e chuvas mais fortes e constantes na Tailândia. O tempo fica instável, embora seja raro chover por muitos dias ou o dia inteiro.

+ Leia também: Tudo o que você precisa saber antes de viaar para a Tailândia pela primeira vez

Ainda ficamos mais um dia em Phuket e depois seguimos para Koh Phi Phi – onde finalmente encontramos nosso lugar favorito da Tailândia!

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Renata Marques

Nascida em Minas Gerais, filha de mãe mineira e pai paulista, passou parte da infância no Rio de Janeiro, morou em João Pessoa, fez intercâmbio em Londres e atualmente estuda uma possibilidade de se mudar de São Luís, onde já viveu por quase metade da vida. Mãe desde muito nova, filha desnaturada, esposa esforçada. Apaixonada por viagens e paisagens naturais. Servidora pública, fotógrafa e blogueira e em 2017 fez uma volta ao mundo de 1 ano com a família.

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