Jericoacoara, Ceará: Eu que não amo você

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Há muito tempo que quero escrever por aqui um post para falar desse cantinho tão amado pelos viajantes, que é Jericoacoara no Ceará.

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Eu sempre quis fazer um conteúdo prático e informativo, como os que vocês encontram aqui no blog para o Maranhão, Fernando de Noronha ou Cancún, por exemplo.

Mas todas as vezes que eu tentei, fiquei travada nas primeiras palavras e nunca consegui evoluir. E veja só, eu visitei Jeri pela primeira vez em 2015 – tem tempo para caramba!

Numa primeira reflexão, não consigo entender a dificuldade de falar sobre esse destino tão querido por brasileiros e gringos. Afinal, em nenhuma das vezes que fui, eu tive qualquer experiência ruim.

Eu deveria estar apta a contar para vocês sobre qualquer das minhas experiências.

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Da primeira vez, fui de buggy desde Camocim, passando pelas belíssimas paisagens de Mangue Seco e todo o litoral oeste.

Também de buggy, fiz o passeio pro lado leste, percorrendo a pé aquele furado caminho até a Pedra Furada e seguindo até a Lagoa do Paraíso, quando o Alchimyst não tinha a pompa que tem hoje.

Alchimyst, Jericoacoara em 2015.

Para completar o que mandam os bons roteiros, subi ao topo da duna para assistir o sol refletir seus raios alaranjados sobre o mar. 

Quase 6 anos depois, voltei.

Sem compromissos com passeios, agora que já conhecíamos o básico, nos permitimos vagar por algumas de suas ruelas de areia, sem muito rumo.

Nossa primeira parada foi a Lagoa do Paraíso, onde chegamos nos aventurando em um carro baixo – quase ficamos atolados no caminho. Fiquei surpresa com o que se transformou o Alchymist, com uma mega estrutura e preços compatíveis. Tomamos algumas cervejas entre amigos, tiramos a típica foto na rede sobre as águas da lagoa, mas nada disso fez o local conquistar um espaço especial comigo.

Meio por acaso, descobrimos perto do hotel uma trilha saindo do morro do serrote, que eu realmente curti bastante.

Ainda no início da trilha, saindo do Morro do Serrote

Abrindo bem meu coração, essa trilha foi o que mais gostei de Jeri. Um sobe-morro-desce-até-a-praia passando por cenários que misturam o verde dos cactos, a terra em tons amarelos e aquele mar azul intenso visto do alto. Pelo trajeto, praias quase desertas, bem diferente da Jeri cheia de gente vibrante que muita gente procura.

O final da trilha é a mesmíssima pedra onde a fila é sempre maior que a vontade de tirar uma foto. Fizemos uma graça qualquer meio que pra justificar a ida até lá, enquanto os demais turistas tentavam encontrar um ângulo pra tirar uma foto sem precisar passar 40 minutos ali no sol.

Não me entendam mal: não tenho nada contra Jeri. Talvez só não tenha conseguido me conectar com a vibe do lugar, não sei explicar. Acho que não é a minha praia.

Voltaria? Certamente. Só não faria grande esforço para estar ali de novo. 

Mas é inevitável pensar: Por que todo mundo ama Jeri, menos eu?

Quem sabe um dia eu consiga encontrar uma conexão com esse lugar que encanta tanta gente, mas não conseguiu marcar meu coração, que já bate forte por alguns outros destinos pelo mundo.

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